21 primaveras ao redor do mundo

Que eu amo fazer aniversário não é novidade para ninguém. A ideia de reunir amigos e familiares em uma ocasião especial me deixa muito feliz. Semana passada completei meu 21º ano, a fim de comemorar aqui também, fiz uma listinha das 21 primaveras mais bonitas ao redor do mundo, porque para quem ama viajar é assim: qualquer motivo é pretexto para fazer uma viagem, ou descobrir destinos para as próximas.

  1. Jardim Botânico em Curitiba – Brasilcuritiba
  2. Koishikawa Korakuen Gardens – Japão koishikawa-korakuen-garden-tokyo-japan13cd017l768
  3. Montreal Botanical Garden – Canadáthe-montreal-botanical-garden--4446
  4. Provence – FrançaIMG_8008
  5. Umbria – Itália10-Spectacular-Places-To-Visit-During-Spring-Time-8
  6. Jardim de Versailles – França Versailles 51.jpg- a
  7. Siena na Toscana – Itália0d1d9cfb-093b-4a82-82ca-47b00853de42
  8. Deserto do Atacama – Chile0000147015
  9. Suan Nong Nooch – Tailândia thai3
  10. Paseo del Rosedal – Argentinaargentina
  11. Gramado – Brasil Gramado-Rio-Grande-do-Sul-2
  12. Vale do Antílopes na Califórnia – EUA be8aabf4-4600-492c-98c5-9c6e0ab73717
  13. Jardim Botânico em Chicago – EUAchicago
  14. Floresta Halle – Bélgica Blue Forest Halle, Belgium 1
  15. Jardim Botânico de Berlim – Alemanhaberlin_botanic_garden_original
  16. Butchart gardens – Canadáhistoric-downtown-and-butchart-gardens-victoria-bc-canada-1
  17. Keukenhof – Holanda46672_fullimage_flowers%20along%20the%20water%20in%20the%20keukenhof
  18. Ilha Jeju – Coreia do SulJeju
  19. Jardim de Monet em Giverny – Françacasa-monet
  20. Bonn – Alemanha10-Spectacular-Places-To-Visit-During-Spring-Time-1b
  21. Dubai Miracle Garden – Emirados ÁrabesDubai Miracle Garden

Eu não conheci todos esses lugares, ainda, portanto as fotos são frutos do Google Imagens. Mas, sério, não dá vontade de embarcar num avião agora mesmo para ver pessoalmente todas essas flores?

“Quando eu flor…

Quando tu flores…

Quando ele flor…

Nós flores seremos e o mundo florescerá.”

Turismo animal, até quando?

As manchetes recentes estampam o caso do jacaré que carregou uma criança na beira de um lago na Disney, Estados Unidos. Na tentativa de achar o animal culpado, outros cinco jacarés foram mortos.

Há pouco mais de um mês um gorila foi morto quando uma criança caiu na sua jaula, uma área que era isolada.  Na Tailândia, em fevereiro deste ano, um turista britânico morreu após ser atacado por um elefante. Levando em consideração que elefantes são explorados pelo turismo tailandês, a culpa não é exclusiva do animal e sua ferocidade.

Por outro lado, quantas fotos de amigos e conhecidos beijando golfinhos você já viu? Eu mesma tenho uma e me arrependo de ter pagado e colaborado com isso. Sem mencionar os leões presos em cativeiros e mantidos com altas doses de soníferos nos diversos zoológicos mundo a fora, para que o turista possa tirar uma foto bonita passando a mão no bichano. E as aves presas em grandes viveiros, com sua liberdade reduzida a míseros metros?

O turismo animal está implícito na nossa sociedade, tornou-se banal, comum. Celebridades, blogueiros e pessoas anônimas – como eu e você – compartilham a todo o momento imagens nas redes sociais em aquários, zoológicos ou com animais silvestres domesticados. Criamos uma cadeia de exposição, tiramos fotos com animais, postamos, recebemos likes e comentários e, assim, incentivamos o outro, direta ou indiretamente, a fazer o mesmo. Porém, como podem estar bem esses animais se estão dopados e presos em cativeiros?

Em janeiro viajei para Curaçao. Lá pela primeira vez fui a um aquário e pude ver alguns espetáculos. Ver um peixe-boi se submetendo a acrobacias para ganhar alimento me partiu o coração. Mergulhei com golfinhos, passei a mão em um deles e pude ver várias cicatrizes em seu corpo. Na semana seguinte saiu a notícia dos turistas que mataram um golfinho após tirá-lo da água para fotografá-lo. Likes valem mais do que a vida de um indefeso animal, até quando?IMG_4217

É importante refletirmos sobre como nossas decisões impactam a vida animal. Tratar golfinhos em cativeiro com comida em horários pré-determinados não é necessariamente fazer o melhor por eles.

E quanto ao caso dos animais que atacaram crianças, pisotearam turistas e outros incidentes, todos eles provavelmente estavam estressados. São animais, ora pois. Não nasceram para ficar presos entre quatro paredes, atrás de grades servindo de modelo para fotografias. Não pediram para serem apalpados, beijados e abraçados por seres humanos. Tem horas que seus instintos sobressaem, e nós, humanos, não podemos prever a reação de um animal estressado.

Por isso, há muito tempo quero fazer essa reflexão aqui: até quando vamos submeter animais selvagens ao turismo? Até que ponto isso é benéfico? Está proporcionando felicidade para quem? Para o animal com certeza não é.