Feriado em Tiradentes: o que fazer

Tiradentes, Minas Gerais, é daquelas cidades que ficam relativamente perto, mas que a gente sempre adia a visita. No feriado de Corpus Christi pude finalmente conhecê-la, e te falar uma coisa? Eu gostei. A cidade estava lotada: todo lugar tinha gente fotografando, charretes ocupadas e ruazinhas movimentadas. Nada disso, entretanto, conseguiu comprometer minha surpresa pela cidade.

  • Onde se hospedar

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Café da manhã

Fiz as reservas praticamente na véspera da viagem, como era feriadão as opções eram poucas. Escolhi a Pousada Maria Barbosa, um pouco afastada do centro histórico e uma excelente surpresa. A decoração é rústica, o quarto é confortável, porém, o banheiro é pequeno; a piscina tem um amplo jardim ao redor e o ambiente é acolhedor. Outro ponto que contou muito na escolha foi que eles aceitam pets, como eu viajei com minha cachorrinha tinha que ficar em uma pousada pet friendly. Cá entre nós, Atenas adorou correr por lá e conquistou todo mundo, de hóspedes a funcionários.

 

  • O que conhecer

Tiradentes é uma cidade histórica mineira, então, os pontos turísticos são basicamente Igrejas, pracinhas e ruazinhas de pedras charmosas.

Muitas pessoas fazem o passeio de charrete para conhecer o centro histórico e entender um pouco como é a cidade. Eu optei por não fazer, como expliquei neste post aqui eu sou contra exploração animal para fins turísticos, então, não fiz.

Por lá é possível fazer um passeio de Maria Fumaça para São João del Rei, mas compre o ingresso com pelo menos um dia de antecedência na alta temporada ou feriados. Eu, inocente, deixei para comprar na manhã do último dia e fiquei sem ir de trem porque já estava esgotado.

  • Tem que ir

Restaurante Tempero da Ângela, em Bichinho, é aquele lugar praticamente obrigatório para conhecer quando estiver por Tiradentes,  foi, inclusive, eleito pelo Guia Quatro rodas um dos melhores da região. Bichinho é uma vila de artesãos a pouco mais de 20 minutos de Tiradentes, muito mais do que belos artesanatos você encontrará por lá a típica comida mineira: feita no fogão a lenha, com os principais pratos típicos mineiros. Tudo muito simples e delicioso. Paga-se R$25 por pessoa com direito a comida a vontade e sobremesa. Porém, é preciso esperar (e muito). Como era feriadão e tudo estava lotado, em Bichinho não foi diferente. Esperei por 1:30h para almoçar, isso porque cheguei às 14h. Portanto, vá preparado e em boa companhia.13631444_10209842893777091_2997851208144890160_n

Concerto no Órgão na Matriz de Santo Antônio, pode não ser um programa comum ou muito divulgado, mas vale a pena como experiência. Ouvir um instrumento musical que faz parte do Patrimônio Histórico Brasileiro, construído em Portugal no século XVIII, deixa até os mais leigos, como eu, impressionados.  Elisa Freixo, organista responsável, realiza apresentações todas as sextas-feiras na Matriz. O ingresso custa R$20. Assistir ao concerto permite experimentar sensações de outra época, mesmo se não for fã de música clássica, vai por mim e inclua esse programa na sua agenda!

  • São João del Rei

Cidade vizinha, pode ser visitada indo de carro ou Maria Fumaça. Eu fui por meio da primeira opção e não me arrependo. São João tem um charme especial. Pude andar pelas ruazinhas, ver várias casinhas coloridas e apreciar uma cidade mais vazia que Tiradentes.

  • Algumas considerações

Uma opção mais econômica para viajar no inverno, Tiradentes pode surpreender positivamente.

A vida noturna é animada, vários barzinhos com música ao vivo deixam a cidade mais despojada durante a noite.

É um destino perfeito para casais ou família com crianças pequenas, achei que os passeios se adequam perfeitamente aos dois tipos de público. Basta escolher hotéis ou pousadas de acordo com as preferências desejadas.

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Atenas e eu

Eu viajei com minha cachorrinha, Atenas, e não tive problemas. Inclusive, vi várias famílias com seus pets se divertindo por lá também. Atenas amou a cidade, latiu para todos os cavalos que viu!

A temperatura média durante minha estadia foi 14ºC, friozinho gostoso que combina com as cidades históricas mineiras.

Durante feriados a cidade fica lotada! São João del Rei é mais vazia e tão bonita quanto.

Esse não foi um post patrocinado, ok? Dei apenas minha opinião sobre os lugares que conheci. Porém, se alguém quiser me patrocinar, estamos aí… hahah

 

 

21 primaveras ao redor do mundo

Que eu amo fazer aniversário não é novidade para ninguém. A ideia de reunir amigos e familiares em uma ocasião especial me deixa muito feliz. Semana passada completei meu 21º ano, a fim de comemorar aqui também, fiz uma listinha das 21 primaveras mais bonitas ao redor do mundo, porque para quem ama viajar é assim: qualquer motivo é pretexto para fazer uma viagem, ou descobrir destinos para as próximas.

  1. Jardim Botânico em Curitiba – Brasilcuritiba
  2. Koishikawa Korakuen Gardens – Japão koishikawa-korakuen-garden-tokyo-japan13cd017l768
  3. Montreal Botanical Garden – Canadáthe-montreal-botanical-garden--4446
  4. Provence – FrançaIMG_8008
  5. Umbria – Itália10-Spectacular-Places-To-Visit-During-Spring-Time-8
  6. Jardim de Versailles – França Versailles 51.jpg- a
  7. Siena na Toscana – Itália0d1d9cfb-093b-4a82-82ca-47b00853de42
  8. Deserto do Atacama – Chile0000147015
  9. Suan Nong Nooch – Tailândia thai3
  10. Paseo del Rosedal – Argentinaargentina
  11. Gramado – Brasil Gramado-Rio-Grande-do-Sul-2
  12. Vale do Antílopes na Califórnia – EUA be8aabf4-4600-492c-98c5-9c6e0ab73717
  13. Jardim Botânico em Chicago – EUAchicago
  14. Floresta Halle – Bélgica Blue Forest Halle, Belgium 1
  15. Jardim Botânico de Berlim – Alemanhaberlin_botanic_garden_original
  16. Butchart gardens – Canadáhistoric-downtown-and-butchart-gardens-victoria-bc-canada-1
  17. Keukenhof – Holanda46672_fullimage_flowers%20along%20the%20water%20in%20the%20keukenhof
  18. Ilha Jeju – Coreia do SulJeju
  19. Jardim de Monet em Giverny – Françacasa-monet
  20. Bonn – Alemanha10-Spectacular-Places-To-Visit-During-Spring-Time-1b
  21. Dubai Miracle Garden – Emirados ÁrabesDubai Miracle Garden

Eu não conheci todos esses lugares, ainda, portanto as fotos são frutos do Google Imagens. Mas, sério, não dá vontade de embarcar num avião agora mesmo para ver pessoalmente todas essas flores?

“Quando eu flor…

Quando tu flores…

Quando ele flor…

Nós flores seremos e o mundo florescerá.”

Turismo animal, até quando?

As manchetes recentes estampam o caso do jacaré que carregou uma criança na beira de um lago na Disney, Estados Unidos. Na tentativa de achar o animal culpado, outros cinco jacarés foram mortos.

Há pouco mais de um mês um gorila foi morto quando uma criança caiu na sua jaula, uma área que era isolada.  Na Tailândia, em fevereiro deste ano, um turista britânico morreu após ser atacado por um elefante. Levando em consideração que elefantes são explorados pelo turismo tailandês, a culpa não é exclusiva do animal e sua ferocidade.

Por outro lado, quantas fotos de amigos e conhecidos beijando golfinhos você já viu? Eu mesma tenho uma e me arrependo de ter pagado e colaborado com isso. Sem mencionar os leões presos em cativeiros e mantidos com altas doses de soníferos nos diversos zoológicos mundo a fora, para que o turista possa tirar uma foto bonita passando a mão no bichano. E as aves presas em grandes viveiros, com sua liberdade reduzida a míseros metros?

O turismo animal está implícito na nossa sociedade, tornou-se banal, comum. Celebridades, blogueiros e pessoas anônimas – como eu e você – compartilham a todo o momento imagens nas redes sociais em aquários, zoológicos ou com animais silvestres domesticados. Criamos uma cadeia de exposição, tiramos fotos com animais, postamos, recebemos likes e comentários e, assim, incentivamos o outro, direta ou indiretamente, a fazer o mesmo. Porém, como podem estar bem esses animais se estão dopados e presos em cativeiros?

Em janeiro viajei para Curaçao. Lá pela primeira vez fui a um aquário e pude ver alguns espetáculos. Ver um peixe-boi se submetendo a acrobacias para ganhar alimento me partiu o coração. Mergulhei com golfinhos, passei a mão em um deles e pude ver várias cicatrizes em seu corpo. Na semana seguinte saiu a notícia dos turistas que mataram um golfinho após tirá-lo da água para fotografá-lo. Likes valem mais do que a vida de um indefeso animal, até quando?IMG_4217

É importante refletirmos sobre como nossas decisões impactam a vida animal. Tratar golfinhos em cativeiro com comida em horários pré-determinados não é necessariamente fazer o melhor por eles.

E quanto ao caso dos animais que atacaram crianças, pisotearam turistas e outros incidentes, todos eles provavelmente estavam estressados. São animais, ora pois. Não nasceram para ficar presos entre quatro paredes, atrás de grades servindo de modelo para fotografias. Não pediram para serem apalpados, beijados e abraçados por seres humanos. Tem horas que seus instintos sobressaem, e nós, humanos, não podemos prever a reação de um animal estressado.

Por isso, há muito tempo quero fazer essa reflexão aqui: até quando vamos submeter animais selvagens ao turismo? Até que ponto isso é benéfico? Está proporcionando felicidade para quem? Para o animal com certeza não é.